Querido Diário, “Meuzamigo”, “Minhazamiga” e Camaradas, saudações!
Há pouco tempo atrás, somente algumas horas passadas, xicoburi retornei para casa vindo de um enterro. Desta vez foi uma das gatas de xicoburi que passou para o outro
plano, Felíxia Mimosa de Xicoburi,
uma gata de não raça pura, que xicoburi a adotou bebezinha ainda numa esquina
não longe de casa. E faleceu, aqui mesmo em nossa casa pouco tempo antes de
completar seus 12 anos de idade. Felíxia Mimosa de Xicoburi nasceu em 25 de setembro
de 2014, ela era quádrupla na ninhada. Xicoburi a acolhi como filha adotiva,
ainda bebê. Ela era uma personagem divertida; brincalhona e muito carinhosa com
xicoburi. Ela sempre foi obstinada e determinada, e não deixava ninguém lhe
dizer o que fazer. Uma verdadeira gata “trabalhadora”. Felíxia Mimosa estava
interessada em tudo o que a rodeava e em aprender sobre o mundo.
Isso, talvez até demais, pois
acabou se perdendo durante o período de cio. Sua aventura, porém, terminou bem.
Xicoburi tomei a decisão, em consulta com o veterinário, com quem sempre trocava
ideias sobre “o reino animal” na época, de que Felíxia Mimosa deveria
experimentar a maternidade pelo menos uma vez. Com um ano de idade, ela deu à
luz trigêmeos. O pai é desconhecido, mas acredita-se que seja uma “fotocopiadora”,
já que os filhotes eram réplicas exatas dela. Esses filhotes foram então
acolhidos por xicoburi mesmo e depois de grandinhos...desapareceram como por
encanto...nunca mais apareceram aqui em casa. Talvez, essa gurizada tem ido,
vamos assim dizer, garantir assim a distribuição de sua preciosa espécie por
todo o município 😉 por volta da mesma
época em que Felíxia Mimosa de Xicoburi se tornou
mãe, xicoburi voltei ao amigo veterinários para dizer que jamais Felíxia Mimosa
seria castrada...xicoburi sou contra castração de animais, acho isso tão antinatural. Novamente mamãe, de dois gatinhos tão somente
e com eles, Felíxia Mimosa se sentia à vontade próxima de xicoburi, às vezes, ronronando,
dando suas devidas bronquinhas, os ensinando a caçar, a brincar e coisa e
tal... Não sei quanto a Deus, já que Felíxia Mimosa e xicoburi nunca trocamos
ideias sobre religião. Ela parecia bastante pragmática.
Em algum momento, usei a palavra
"querida" para me referir a ela. Xicoburi não me lembro das circunstâncias.
Se ela pulou no meu colo enquanto xicoburi assistia à TV, ou se xicoburi
simplesmente a peguei no colo em quanto comia alguma coisa...Marta Mimosa adorava
comer queijo e xicoburi posso dizer que amo comer queijo...Sempre me lembro das
palavras de uma irmã, que achava esquisito xicoburi dirigir a palavra a um gato
(uma gata, ela quis dizer!) dessa maneira. "Você não teria que parar com
essa mania de ficar trocando ideias essa gata?" A irmã nunca foi muito fã
de gatos, de cães sim. A questão é que, naquela época, xicoburi era bastante
fechado emocionalmente. No entanto, aprendi a expressar meu afeto quando me
sentava com Victoria em meus braços e conversava com ela. Não é muito diferente
do sentimento que tenho quando expresso meu carinho pelas poucas, porém, boas
pessoas que tenho amizade hoje em dia. Embora, com Felíxia Mimosa esse
sentimento fosse muito mais profundo; uma diferença de grau, e não de natureza.
Com certeza, Felíxia Mimosa ensinou xicoburi a amar. Ela se foi enterrada no
fundo do nosso quintal, dentro de uma caixa de papelão para calçados...
E assim xicoburi termino dizendo:
Felíxia Mimosa de Xicoburi, obrigado por estar presente nesta, talvez, estupida
postagem...

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