
ENTARDECER MELANCÓLICO
Querido Diário, “Meuzamigo”, Minhazamiga” e Camaradas, saudações!
Que amanhecer de ar morno e movimento tranquilo de nuvens o desta “sétima-feira”, se bem, que a meteorologia informa pancadas de chuva para a noite. Tudo parece estar tão calmo para um dia que antecede o dia das eleições…bem, pelo menos por enquanto não há nada de movimentação barulhenta a favor de nenhuma pessoa candidata…
Por que xicoburi estou sempre postando de maneira interminável? Na verdade, xicoburi não faço ideia. Talvez seja porque xicoburi esteja acostumado a falar sozinha desde cedo. E para dificultar um pouco, decidi colocar em palavras com mais frequência os pensamentos que xicoburi tenho ou que o único que tenho funcionando faz xicoburi pensar, no começo foi um pouco difícil, mas depois ficou mais fácil. Se xicoburi me atrasasse tanto na hora de expressar os próprios pensamentos a ponto de esquecer o que tinha pensado originalmente, bom, era simplesmente melhor e mais provável que algo marcasse o que xicoburi colocava em palavras. Sim, xicoburi pensava assim, de alguma forma. Claro, esta página virtual é, de certa forma, um diário. Mas por que diabos xicoburi faço isso? Certamente que não é para obter lucro. E muito menos não é uma necessidade especial de deixar a própria luz brilhar, se bem que em certa medida, ainda xicoburi acho que seja esse o caso. Essa escrita constante é para xicoburi mesmo ou para outras pessoas? Bem, xicoburi devo admitir que escrevo mais para os outros do que para xicoburi mesmo. Houve uma época em que xicoburi mantinha um diário que era inteiramente pessoal. Mas qual o sentido de um diário se xicoburi nunca o consulto? Com a ajuda do bom e velho “titio” Google, xicoburi consigo encontrar a maior parte do que quero escrever numa postagem. Muitas vezes, ele descreve muito bem o que xicoburi estava pensando no momento em que escrevi. Talvez, para conseguir blogar com frequência e em grande quantidade (como xicoburi faço), a pessoa precisa estar preparada para escrever todo tipo de bobagem. Xicoburi já estou acostumado com isso; porém, é muito perigoso levar a sério o que o único neurônio que ainda tenho funcionando faz xicoburi escrever; se bem que algumas coisas que xicoburi penso e escrevo, no entanto, ainda que peço para que ninguém que levá-las muito a sério. Agora, xicoburi mesmo parei de entender essas bobagens.
E sendo sétima-feira, quando xicoburi estava na escola, havia aulas normalmente neste dia da semana, apenas que na escola uma parte do horário era dedicado às brincadeiras no pátio, então uma estrutura de turmas mistas era dividida, em alunos para um lado e alunas para outro lado, juntos era algo fora de questão. Caso contrário, é claro que teriam sido implementadas as participações de ambos sexos numa mesma brincadeira ou peça teatral. Xicoburi mesmo não teria evitado a turma “unissex”. Mas, no geral e sempre, a gurizada menosprezava os guris que vinham brincar com meninas e ao contrário também. Esse desprezo era simplesmente porque havia o costume de importunar e chatear quem fizesse isso, por algum motivo, talvez porque ainda a mentalidade era outra. Já nas salas de aula, a turma era mista e nós, as crianças que tirávamos notas razoavelmente boas, éramos divididos entre os bonitos e os feios. Xicoburi era mais do grupo dos feios e provavelmente um pouco ingênuo. Mesmo assim, consegui tirar boas notas; por exemplo, tirei 85 no exame final de ano e assim fui aprovado para ano letivo seguinte, acho que era o 2ºano primário, para alegria do papai! Bem, agora não faz muito sentido especular sobre como teria sido a vida de xicoburi naquela época, mas sem dúvida teria sido diferente.
É um pouco estranho como as notas tiveram um grande impacto durante aqueles anos. Por exemplo, xicoburi nunca tirei boas notas em nenhuma atividade física, exceto voleibol. Nisso xicoburi era bonzinho. Até uma vez Xicoburi participei da competição entre escolas, pelo que recordo fui uma única vez. Xicoburi era muito bom em português, geografia e história e era péssimo nas tais matérias como ciências e matemática, mas as chamadas matérias “bobas” não me atraíam particularmente, como artes e música. Xicoburi recordo muito melhor dos professores do que das próprias matérias. Provavelmente aprendi pouco lá. Nunca tive o tal do ensino domiciliar. Mesmo assim, esperava-se que se aprendesse muito em casa, provavelmente porque os professores não se davam ao trabalho de ensinar aqueles que iam mal em suas matérias… Recordo o nome de cada professor e professora. Provavelmente todos já morreram, então não há problema em mencioná-los. Mas certamente têm descendentes. Olívia de português, Marina de história, o padre Geraldo de francês e o Valentim de geografia, Tereza de ciências são os que mais me lembro. Não sei porquê. Talvez fossem mais psicólogos do que os outros. Provavelmente nunca fui considerado o vilão da escola; mesmo assim, achava que era engraçado e raramente tomava a iniciativa. Xicoburi recordo bem, porém, de ter ido numa tarde ao Teatro de Arena onde assisti a uma peça pela primeira vez, e quando se ouviram tiros de repente no meio da rua por onde. passávamos (havia lá um protesto contra o governo militar em 1968) e ainda xicoburi recordo particularmente da tradicional excursão anual organizada pelos professores, determos ido ao Instituto. Butantã. e ter me arrepiado bastante. E xicoburi confesso que detestei essa visita! Também, xicoburi recordo de ter visto uma reportagem sobre a guerra americana no Vietnã, pela televisão na sala dos professores…
Muito bem, esta postagem é recheada de recordações próprias e nem sei o motivo de as estar escrevendo aqui, talvez seja efeito da tarde melancólica de hoje…quem sabe? E assim, xicoburi termino por aqui mesmo e dizendo:
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