Querido Diário, "Minhazamiga", Camaradas e "Meuzamigo", saudações!
Durante a caminhada nesta sétima-feira
que mais tem tendência para uma boa chuvarada, pois comecei a ouvir algumas trovoadas. E enquanto caminhava xicoburi avistei um par de curicacas se acariciando com
seus longos bicos...e quem disse que dois bicudos não se beijam? Xicoburi até posso
dizer que na verdade não mesmo da maneira convencional, lábios contra lábios,
mas se beijam da sua própria maneira... Além da dupla “amorosa” de curicacas,
xicoburi percebi que as lâmpadas ao longo da avenida estão dispostas em duplas. Então, o único neurônio que xicoburi tenho
ainda funcionando ficou curioso em saber se há alguma semelhança entre “pares”
e “duplas” ...huumm! Sim, para xicoburi parece a mesma coisa, e no uso geral da
língua portuguesa-brasileira, dupla e par são sinônimos porque ambas palavras se
referem a um grupo composto por dois elementos. No entanto, a aplicação dessas
palavras varia bastante dependendo do contexto cultural, do tipo de objeto e
das regras matemáticas. Porém, xicoburi prefiro utilizar a palavra PAR para
objetos inanimados e DUPLA para seres animados... xicoburi acho que seria engraçado
dizer que tenho uma “dupla” de sapatos e ouço um “par sertanejo” cantando? Pior
ainda seria dizer “uma dupla de dois em dois” 😊😊 Agora é o seguinte: Mas que tem alguns “pares
de duplas” de pessoas políticas insuportáveis no nosso Parlamento....ah! Isso
tem mesmo! Xicoburi até já percebi que
elas se apresentam juntas, sentam-se juntas, cometem gafes e atacam juntas as
demais pessoas políticas adversárias, sem qualquer respeito e sem dizer
qualquer verdade...☹☹
Xicoburi acho como é impressionante
como pouco se pode desfrutar atualmente de engraçado com o muito que temos e como
muito se podia desfrutar com tão pouco que tínhamos no passado. Não que o tempo passado fosse melhor do que o
atual, não se trata disso, mas quando xicoburi ainda era guri (e já faz muitas décadas
isso!), não havia telefone em casa, nem televisão, mas podíamos ouvir rádio e,
além dos jornais (a Folha de São Paulo), essa era praticamente a única novidade
diária. Aos domingos, xicoburi e coleguinhas ficamos ansiosos para ler o encarte
que vinha naquele jornal (a tal da “A Folhinha de São Paulo) era historinhas divertidas
da Tia Lenita, e dos quadrinhos do Mauricio de Souza entre outras coisinhas
divertidas. Havia cinemas no bairro, porém xicoburi não tinha dinheiro para ir,
exceto ocasionalmente quando aos sábados a escola onde xicoburi fazia o curso
primário dava para os alunos um ingresso para a matinal de domingo do cine
Universo, onde além do filme, ganhávamos também alguns brindes, ou docinhos...
Era uma farra! Outra coisa, que xicoburi
recordo é que era comum brincar com isso e aquilo em casa. Lembro-me bem de uma
brincadeira que minha mãe (ou avó) nos ensinou, mas era assim: Dois (olha dupla
aqui!”) participantes sentam-se de pernas cruzadas no chão, chutam as solas dos
pés uma contra a outra, dão as mãos, balançam para frente e para trás e cantam
o verso:
“Rema, rema,
remador...rapidinho
Vamos remar o barquinho,
já que não somos
quatro.
Somos só nós dois.
timoneiro e o
capitão...
rema, rema,
remador... então.”
Xicoburi agora recordo de ter achado
esse versinho tão simplório, engraçado, especialmente a grande incongruência.
Bem, então isto é tudo para esta
postagem.

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